terça-feira, 27 de outubro de 2009

lendo Rainer Maria Rilke...

OS CADERNOS DE MALTE LAURIDS BRIGGE
Rainer Maria Rilke

“Será que já contei isso? Estou aprendendo a ver. Sim, estou começando. Ainda o faço mal. Mas quero aproveitar bem meu tempo.” (p.9)

“Quando as pessoas infelizes refletem, não devemos perturbá-las. Talvez acabem realmente se lembrando” (p.10)

“E agora, ainda por cima, essa doença, que sempre me atingiu de modo tão singular. Estou certo de que não percebem o quanto é perigosa. Exatamente como exageram a importância de outras enfermidades. Essa doença não tem características determinadas; ela assume as do indivíduo a quem ataca. Com a segurança de um sonâmbulo, tira do fundo de cada um o seu maior perigo, aquele que parecia já ter passado, e coloca-o de novo à frente dele, bem perto, na próxima hora.” (p.44-46)

“assim jazem sobre meu cobertor coisas perdidas da infância, e tudo é como se fosse novo. Todos os medos perdidos estão aqui novamente.” (p.45)

“Rezei pela minha infância e ela retornou; sinto que ainda é tão difícil como outrora, e que de nada adiantou envelhecer.”(p.46)

“Mas os dias de aniversário eram os mais ricos em experiências intangíveis. Eu já sabia que a vida não gostava de fazer distinções; mas naquele dia a gente se levantava com direito à alegria, um direito indubitável. (...) Mas depois vêm aqueles aniversários estranhos, em que, absolutamente certo daquele direito, se nota que os outros começam a duvidar.” (p.96)

Sobre o autor clique aqui!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

29º livro de 2009: A Arte da Guerra

"Conhece-te a ti próprio e ao teu adversário e em cem batalhas vencerás cem; Se te conheceres mas não conheceres o teu adversário, em cem batalhas vencerás cinquenta; Se não te conheceres nem conheceres o teu adversário, em cem batalhas não vencerás nem uma."
(Sun Tzu)

Sun Tzu (544 - 496 aC) é considerado o maior estrategista militar de todos os tempos. Filósofo, apontado como um dos primeiros realistas da ciências políticas. Não existem muitos registros sobre Sun Tzu nem uma biografia linear, são encontradas apenas narrações de fatos de sua vida, porém a obra Arte da Guerra, cujo texto é claro e objetivo, perdurou e está a cada dia se firmando como leitura obrigatória. Estratégia de guerra? Obrigatória? Acredita-se que o livro tenha sido usado por diversos estrategistas militares através da história como Napoleão e Hitler. "Embora as táticas bélicas tenham mudado desde a época de Sun Tzu, esse tratado teria influenciado, segundo a Enciclopédia Britânica, certos estrategistas modernos como Mao Tsé-Tung, em sua luta contra os japoneses e os chineses nacionalistas." (fonte: wikipédia)

É fato: a obra é considerada uma metáfora para o mundo dos negócios, lida por políticos, economistas e principalmente administradores! Há várias edições, desde as de bolso até luxuosas e comentadas. E por experiência própria: ela serve até para refletir sobre nossas posturas e atitudes a respeito da vida! Modismo mas indicado! rs... Boa leitura!

domingo, 18 de outubro de 2009

24º livro do ano: Na Pele de um Dalit

"Em Na Pele de um Dalit, o jornalista francês Marc Boulet faz um relato de sua experiência, quando ficou, durante várias semanas, infiltrado no grupo social mais discriminado da Índia. Para que seu personagem fosse convincente, Marc estudou os costumes do povo, aprendeu o idioma hindi e metamorfoseou-se em um nativo: cabelo despenteado, roupa velha e pele escurecida com tintura para cabelo e nitrato de prata. Sob o nome de Ram Munda, Marc sentiu na pele o que é viver no grau mais baixo de miséria. Durante o perí­odo em que esteve misturado aos intocáveis de Benares, ele mendigou, compartilhou sua condição de vida e sofreu as mesmas humilhações. "

O que me atraiu nesse livro foi a coragem do jornalista/ator... criar um personagem e vivê-lo integralmente, sentindo na pele sua pesquisa? Me encantei com a proposta. Comprei o livro!

Não gostei muito da linguagem do jornalista e a tradução também não é nota 10... mas, indico a leitura que é impactante! O trabalho de Marc Boulet também é louvável... se o texto não está bem escrito, ele está bem vivido! Bom refletir sobre outras sociedades e ver como, apesar de todas as críticas, construimos igualdade e respeito! Viva nossa cultura brasileiríssima!!

sábado, 17 de outubro de 2009

Nossa rua tem um problema, Ricardo Azevedo

Esse foi um trabalho de narração de histórias que realizei para o Sesc... viajando cidades da região. Foi um trabalho que adorei fazer! Primeiro porque Ricardo Azevedo é tudo de bom! Segundo que, estar no palco em companhia do meu amigo Ricardo Dimas é sempe muito bom! Ah... ele fazia uma traça muito atrapalhada que tentava me ajudar a contar a história! rs...

Mas voltando a falar do livro: ele "traz duas capas que, embora anunciem o mesmo título, têm ilustrações diferentes e introduzem dois diários: o de Clarabel de um lado e o de Zuza, de outro. Cada um destes personagens narradores conta os mesmos fatos acontecidos no dia-a-dia dos moradores da rua, vistos de pontos de vista diferentes. Zuza fala de como os meninos que batem bola e brincam na rua conseguem, aos poucos, cativar a família de Chico, moradora recente do local. Clarabel, irmã de Chico, conta, a seu modo, como o irmão consegue ser aceito pela garotada da rua. Texto bem estruturado, inteligente e sensível, que fala de um tema importante: as relações de poder entre adultos e crianças, a questão da autonomia infantil e do convívio com as diferenças. Para crianças com domínio de leitura." (informações da editora)

O trabalho de transformar diários em um narrativa que fosse entendida pelas crianças foi um pouco traalhoso, mas deu resultado! Trabalhei com a questão de pontos de vistas diferentes e com a frase "quem conta um conto, aumenta um ponto"... Logo, as próprias crianças já solucionavam a questão da rua: "eles tem que conversar!!"

Bom, quem não assistiu meu trabalho... pode ler o livro! E se for professor, levá-lo para a sala de aula. Dá muita história!!
Ah, também usei como texto de apoio (para refletir sobre "pontos de vista") um livro que eu também amo (e foi um grande prazer reler e refletir):

Longe é um lugar que não existe, Richard Bach!
Adoro os diálogos e as questões sobre as relações entre grande/pequeno, longe/perto, novo/velho...

Quem não leu, é obrigatório!!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Na estante dos infantis: É Isso Ali

Brincar com as palavras... esta é a idéia do livro É isso ali de José Paulo Paes; e como o próprio autor define: um livro de poemas adulto-infanto-juvenis!

Das letras do alfabeto a histórias de terror, tudo é poema!

Compartilho minhas pesquisas com vocês! Quem sabe possa inspirar uma aula diferente! Boa brincadeira!

E feliz dia do professor!!!

"O seu fazer literário manifesta-se na articulação criativa dos planos fonológico, morfológico, sintático e semântico. A palavra é manipulada com mestria, assumindo a forma pretendida pelo talento do autor, submetendo-se docilmente, gerando as variações infinitas do jogo verbal que encanta e seduz."

Maria Teresa Gonçalves Pereira (UERJ)



Material pedagógico, incluindo atividades para sala de aula, da Editora Moderna: http://literatura.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-03926-9.pdf

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Amanhecer, Stephenie Meye

Ok, podem me chamar de adolescente, mas... Não dá pra ficar sem terminar a série e uma vez na chuva, tem que se molhar... Fui uma das pessoas que correu a livraria no dia de lançamento de Amanhecer!
Bom, achei meio loucura a teoria de vampiros, lobsomens e o desfecho da história de amor de Edward Cullen e Bela Swan, mas... enfim, quem sou eu para criticar uma criação alheia. Para quem não suspirou com os mocinhos da história... sugiro ler até o final para apreciar o discurso de Garrett, um vampiro nômade defendendo o direito a liberdade! Aos jogadores de RPG de plantão... parecia final de Live Action! Para quem nunca se aventurou nessas fantasias, fica o teor político anarquista de Garrett... confesso que fiquei arrepiada e mocinhos bonitos e gentis a parte, valeu ler a série toda!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe


Se você já leu os livros anteriores, já está viciado na série. Se não leu, não adianta ler este, não vai entender! E pior... não vai chegar ao final com os olhos cheios de lágrimas!

O que me impressionou neste livro foi que J.K. Rowling cria um herói. O que me parecia uma série de best sellers se tornou literatura... Aprendi a respeitar a saga do bruxinho...

Sem contar que, de vez enquando é muito bom vier no mundo de faz de conta!

Não recomendado para quem não leu os anteriores e para os que não gostam de literatura fantástica!